Alcaçuz

Alcaçuz

(Glycyrrhiza glabra L. Sinônimos: glicirriza, salsa, regoliz, regaliz, pau-doce, raiz-doce, alcaçus, alcaçuz-da-europa, alcaçuz-glabro, madeira-doce, deutsches süssholz, orozus, regalicia, licorice, liquirizia comune. Periandra mediterranea (Vell.) Taub. Sinônimos: alcaçuz-da-terra, alcaçuz-do-cerrado, raiz-doce,  cipó-em-pau-doce, alcaçuz-do-brasil, uruçuhuê.)

É uma planta da família das leguminosas (Fabaceae) que ocorre no sul da Europa e em diversas regiões da Ásia. A sua utilização como planta medicinal foi documentada, tanto pelas culturas Egípcia e Grega, na região mediterrânica, como pelas culturas Chinesa e Indiana, na Ásia [Armanini et al., 2002; Fiore et al., 2005].

Também chamada licorice, é uma erva doce e contém compostos com ação semelh
ante ao estrogênio.

Sua raiz contem 8% de glicirrizina, substância que é 50 vezes mais doce que a sacarose.
Alcaçuz é um arbusto, é da família do feijão e da ervilha e é muito cultivado na Espanha, Rússia e Oriente Médio.Sua raiz tem ação expectorante e se destaca por ser também antioxidante e anti-inflamatório. Protege o fígado, o estômago e ajuda a reduzir o colesterol do sangue. Porém é preciso controlar o consumo, em grande quantidade ele pode aumentar a pressão sanguínea e comprometer a absorção de cálcio.
Ele é muito utilizado na medicina ayurvédica, onde tem a função de acalmar a mente, melhorar a voz e a visão, nutrir o cérebro e manter o corpo forte.
Na culinária o alcaçuz é largamente utilizado na produção de balas e confeitos, além da preparação de risotos e bebidas, como o tônico de alcaçuz, típico da Espanha.

O Alcaçuz é utilizado para fazer balas com gengibre que aliviam a rouquidão e a tosse. Mas mascar um pedaço da raiz tem o mesmo efeito para a melhoria da voz.

Para a Ayurveda (medicina indiana) tem propriedades altamente eficientes para dores de estômago e hiperacidez e não tinha a menor idéia de quão importante e indicada esta raiz é para outros males como gripes, resfriados, debilidade física e ainda um suave laxativo. Além de ter a função de diminuir Vata e Pitta e aumentar Kapha (se utilizado por um longo período). Tem a função de acalmar a mente, melhorar a voz, visão nutrir o cérebro e manter o corpo forte.

Alcaçuz

Fonte: remedio-caseiro.com

Originário da Europa Meridional e Oriente, o Alcaçuz (Glycyrrhiza glabra) tem uma complicada composição química que lhe confere largo espectro de propriedades e benefícios. Seu uso medicinal é relatado em papiros egípcios, comprovado através de diversos estudos, especialmente quanto aos tratamentos de fígado, suprarrenais, úlceras pépticas e desequilíbrios hormonais.

A raiz da planta possui diversas atividades terapêuticas, atuando como: antitussígeno, antiúlceroso, laxante, anti-histamínico, regulador hormonal, expectorante e laxativo. Serve para tratamento da  asmabronquite, alergia, difteria, hepatite, diabete, tétano, desequilíbrios hormonais, melhorando o funcionamento das glândulas suprarrenais, baço, fígado, rins, eliminando toxinas e aumentando a fertilidade. Pode ser utilizado na culinária, na produção de cerveja e no mercado de cosméticos prevenindo e combatendo a hiperpigmentação e o envelhecimento da pele.

Propriedades e benefícios

Apresenta ações hormonais, anti-inflamatórias, antialérgicas, protetora da mucosa gástrica (estímulo da síntese de muco gástrico), efeitos laxantes e anti-espasmódicos leves, imunossupressores, anti-hepatotóxicos, antianêmicos e de redução dos níveis de colesterol e de triglicerídeos.

Precauções e contraindicações

Possui efeitos semelhantes aos dos mineralocorticoides, como indução de cefaleia, letargia, retenção de sódio e de água, hipopotassemia e consequentemente hipertensão. Por isso não deve ser utilizado indiscriminadamente e é contraindicado em pacientes hipertensos, edemaciados e com arritmias. As principais interações observadas são com agentes anti-hipertensivos e diuréticos, podendo exacerbar os efeitos hipopotassêmicos de alguns diuréticos; com a digoxina pelo potencial de induzir hipopotassemia e fazer com que o paciente corra o risco de intoxicação por digoxina.

Não deve ser usadas em Grávidas, lactantes, pessoas com anemia, em reposição hormonal, glaucoma, hipertensos e mulheres que tomam anticoncepcionais orais.

Como Utilizar

Chá: colocar 2 colheres das folhas de alcaçuz numa panela e deixar ferver com 1 litro de água. Deixar esfriar e beber 3 xícaras diariamente.

Alcaçuz

De toda a planta, apenas as raízes são utilizadas, tanto na medicina tradicional e moderna como na culinária. As principais utilizações tradicionais do alcaçuz incluem o tratamento de úlceras pépticas, malária, faringite e asma [Shalaby, 2007].

Tirando partido da sua grande capacidade adoçante, a sua utilização culinária verifica-se principalmente em doces e outros produtos de confeitaria. O potencial adoçante das raízes do alcaçuz provém principalmente da glicirrizina, um composto que ocorre em concentrações variáveis, de 2 a 9% na planta [Douglas et al., 2004], estando descrito como tendo “50 vezes mais potencial adoçante que o açúcar convencional (sacarose)”.

Os estudos científicos realizados sobre esta planta indicam que possui propriedades anti-tússicas [Kamei et al., 2003], anti-espasmódicas, expectorantes e anti-inflamatórias [Cunha et al., 2006]. Preparações desta planta estão também descritas para o controlo de dermatites [Saeedi et al., 2003], na protecção da mucosa gástrica aos efeitos secundários da Aspirina[Rees et al., 1979; Dehpour et al., 1994] bem como no tratamento de úlceras gástricas [Morgan et al., 1982].

Os usos aprovados pela agência governamental Comissão E Alemã incluem o controlo de gastrites, tosse e bronquites[Blumenthal et al., 2000; Cunha et al., 2006].

European Society for Cooperative Phytotherapy (ESCOP) recomenda um consumo consumo diário máximo de alcaçuz de 15g(aproximadamente 600 mg de glicirrizina) [ESCOP, 2003].

O consumo de alcaçuz pode provocar alguns efeitos secundários. Assim, indivíduos que tenham alergias a outras plantas da família das leguminosas (como as ervilhas) devem evitar o consumo de alcaçuz. O seu consumo em excesso pode também originar efeitos laxantes [Armanini et al., 2002], alterações na actividade do sistema endócrino [Josephs et al., 2001; Armanini et al., 2004], aumento da pressão sanguínea [Walker et al., 1994] e retenção de líquidos.

Estão relatadas interacções medicamentosas resultantes do consumo de alcaçuz. Nomeadamente, a alteração da capacidade de absorção dos medicamentos [Monder et al., 1989; Elinav et al., 2003] podendo levar tanto a um aumento da actividade terapêutica como dos efeitos secundários associados ao medicamento. Desta forma, como precaução, é aconselhável que o consumo de alimentos à base de alcaçuz não seja efectuado no mesmo período que a toma de medicamentos, sendo aconselhável um intervalo de 1 hora entre o consumo de alcaçuz e de certos medicamentos.

Fontes: https://folhadeagua.wordpress.com e https://medlineplus.gov

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Bibliografia

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