Aromaterapia, Aromatologia

Aromaterapia

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Aromaterapia é um ramo da fitoterapia que consiste no uso de tratamento baseado no efeito que os aromas de plantas são capazes de provocar no indivíduo. Esta é a ciência que explora o uso dos oléos das plantas para beneficio da sociedade.

De determinadas plantas aromáticas é extraído o óleo essencial a ser aplicado isoladamente ou em combinação com outros aromas, dependendo das enfermidades e do indivíduo.1

Óleos essenciais são substâncias voláteis extremamente concentradas, que possuem princípios ativos de acordo com suas composições químicas. Dependendo da planta, o óleo essencial terá características diferenciadas de aroma, cor e densidade. Os óleos essenciais podem ser usados diluídos em veículos carreadores sobre a pele, através de massagens, cremes, loções, gel ou puro, através da inalação. Dependendo da forma de uso provocará efeitos físicos, mentais e emocionais, alterando a respiração, os batimentos cardíacos, pressão arterial, estados de ânimo, concentração, etc.

É considerada uma terapia alternativa ou complementar, embora seja um tratamento bastante antigo, que surgiu da fitoterapia e que é comumente usada em conjunto com esta. É utilizada no tratamento das mais variadas enfermidades e desequilíbrios, sendo considerada uma terapia holística. A Aromaterapia deve, mesmo assim, ser empregada com cautela e de preferência, guiada por um profissional especializado, que saberá verificar as contraindicações, além de dosagens melhores formas de uso.

Aromaterapia ou Aromatologia?

Fonte: www.laszlo.ind.br/

 
Desde o início do desenvolvimento da química e da farmácia, os óleos essenciais já vinham sendo pesquisados sobre suas propriedades terapêuticas, mas teria sido por volta dos anos 20 que um químico francês de nome René Maurice Gattefossé teria começado seus estudos com óleos essenciais e sua utilização terapêutica, levando-o ao lançamento do 1º livro sobre o assunto publicado no mundo: ”Aromathérapie: Les huiles essentielles hormones végétales”. Gattefossé foi quem em 1928 inventou a palavra “aromaterapia”.
Logo com seu lançamento, “Aromathérapie” de Gattefossé atraiu grande atenção de pesquisadores, estudiosos e profissionais da área da saúde, dentre estes um médico, Dr. Jean Valnet, que já atuava com a utilização prática da fitoterapia.      
     Apesar disso, o sistema ainda mais utilizado no Brasil no momento tem sido o que compreende a metodologia Inglesa, por ser mais fácil, não exigir esforço do aluno no estudo de química, farmacologia, fisiologia e botânica.
Como a palavra “logos”, que tem raízes no verbo grego “lego”, que significa “dizer”, “passar informação”, o IBRA é uma instituição focada no ensino e na educação correta do uso dos óleos essenciais de forma consciente, profunda e técnica, indo muito além do que só o simples uso de um cheirinho na massagem ou num difusor. Isso possibilitou que o IBRA estendesse seus cursos de aromatologia nos campos da saúde, psicologia, gastronomia e estética, sendo hoje considerada a escola mais completa de aromatologia do país.
O Dr. Jean Valnet teria sido quem estruturou a terapia com o uso de óleos essenciais, dando-lhe uma abordagem mais clínica, com a utilização oral de óleos essenciais e seu uso como medicamento. Uma das maiores observações feitas pelo Dr. Jean Valnet foi a respeito das propriedades antibióticas dos óleos essenciais, o que ele teria notado inicialmente durante a Segunda Grande Guerra quando esteve atuando como médico das forças armadas francesas. Então, conjuntamente com outros pesquisadores franceses como o Dr. Jean-Claude Lapraz e Christian Duraffourd, demonstraram que óleos essenciais são os antibióticos naturais mais eficazes contra infecções.

Posteriormente bem depois da Segunda Guerra Mundial, uma bioquímica australiana de nome Marguerite Maury publicou em 1961 o livro “Le Capital Jeunesse”, traduzido em 1964 na Inglaterra por Danièle Ryman, tendo sido o gancho forte para a inserção da técnica neste país. Outra literatura que foi importante para a divulgação da técnica teria sido “The art of aromatherapy” de Robert Tisserand, publicada em 1977. No Reino Unido a terapia com óleos essenciais foi introduzida através da estética. O código de práticas da estética na Inglaterra não permite a administração de nada oralmente e isto ficou registrado nos códigos das primeiras associações de Aromaterapia e as últimas têm feito o mesmo. Assim, a prática clínica com estudo aprofundado de química e utilização oral na França deixou lugar, na Inglaterra, para uma forma mais simples de uso dos óleos através do emprego de cremes, massagem e inalação. Este novo modelo fez a técnica se dividir em dois grandes sistemas, o que podemos denominar hoje de aromaterapia francesa (ou aromatologia – que é mais profunda) e a aromaterapia Inglesa (ou simplesmente aromaterapia – que é mais simples).

     Como a aromaterapia na Inglaterra e depois no mundo, se restringiu a aspectos mais simples, e estava perdendo grandes potenciais de uso no tratamento de doenças que exigiriam o uso interno dos óleos essenciais, além de se fechar também a outros ramos como a gastronomia, que passaria a ter nos óleos essenciais grandes aliados para suas receitas, houve a necessidade de cunhar um novo termo para manter ilesa a aromaterapia iniciada por Gattefossé e Valnet. Assim, a palavra aromatologia (do grego “arom” que significa perfume, cheiro e “logos” que significa ciência, estudo) traduz-se numa ciência, uma arte que estuda os óleos essenciais em todo seu potencial de uso sem restrições e limitações, uma vez que nenhuma ciência verdadeira se limita a interesses pessoais, de grupos ou à pré-conceitos.

Para conhecer mais sobre o emprego da aromatologia na saúde, leia aqui o artigo de Penny Price intitulado AROMATOLOGIA

 “Uma pessoa inteligente não tem uma mente fechada. Ela não age como o avestruz enterrando
a cabeça na terra para fugir a novas idéias e a um aperfeiçoamento maior.
Uma pessoa inteligente não é crédula. Ela não aceita as idéias cegamente.
Uma pessoa inteligente estuda e assimila as idéias totalmente para, então, avaliá-las à luz da razão;
ela testa essas novas idéias através da experimentação e de sua própria experiência.
Uma pessoa inteligente estuda essas idéias com uma mente clara e objetiva.” – Choa Kok Sui

Esclarecendo melhor terminologias

Aromatologia

Termo agregado pelo Scientific Institute of Aromathology da França e que concebe todo o estudo científico dos efeitos e propriedades dos óleos essenciais, desde sua ação psicológica, aspectos clínicos, gastronômicos, estéticos e energéticos. É o estudo científico dos óleos essenciais.

Aromaterapia

Aromaterapia é uma técnica que nasceu na França nas primeiras décadas do século passado, e envolve a utilização de óleos essenciais com o objetivo de equilibrar a mente, o corpo e o espírito. A palavra “aroma” se remete a cheiro e “terapia” a cura. Se dividiu em dois grandes sistemas: a Aromaterapia inglesa, que se fixou mais no emprego dos óleos essenciais para o bem estar, seja através da massagem, inalações ou tratamentos estéticos, e a Aromaterapia francesa (ou aromatologia) que além destas abordagens abrange o emprego clínico dos óleos essenciais e seu uso como fitoterápico.

Aromacologia®

A “The Fragrance Foundation” e o “Sense of Smell Institute” criaram e patentearam em 1989 em Nova York, o termo aromacologia que define cientificamente a influência dos cheiros sobre as emoções e sentimentos. Aromacologia é um termo criado para descrever o conceito desenvolvido para o estudo das inter-relações entre Psicologia e Tecnologia de fragrâncias.

Osmologia

É o estudo dos odores, da percepção olfativa destes e das reações comportamentais e emocionais que eles evocam nos seres vivos.

Psicoaromaterapia

Este termo também define a utilização visando a ação psicológica dos óleos essenciais.  Sua diferença para a aromacologia em si, é que na psicoaromaterapia, se estudam os efeitos somente dos óleos essenciais 100% puros, e na aromacologia, todos os tipos de aromas, naturais e sintéticos, bons e desagradáveis, são estudados.
Terapia Aromática Integrada

Novo termo criado e empregado pelo médico aromatologista francês Daniel Pënoel para os praticantes da aromatologia.

Referências:

1. AGORA, The Aromatherapy Global Online Research Archives – http://www.nature-helps.com/agora/agora.html

2. Flégner, Fábián László – Aromatologia para Iniciantes – Ed. Laszlo (em prelo)

3. Flégner, Fábián László – Guia de óleos essenciais de todo o mundo – Ed. Laszlo (em prelo)

4. Lawless, Julia. The Illustrated Encyclopedia of Essential Oils. Rockport, MA: Element Books, Inc., 1995.

5. Tisserand, Robert B. The Art of Aromatherapy. Rochester, VT: Healing Arts Press, 1977

6. Price, Penny – Aromathology – Price Academy – www.penny-price.com

História
(do uso dos óleos essenciais)
 
 Alquimista e sua espagiria.
Não podemos datar com exatidão a primeira extração por destilação do que chamamos de “óleos essenciais”. Há alguns milhares de anos, ervas aromáticas, bálsamos e resinas eram empregados para embalsamar cadáveres, em cerimônias religiosas ou sacrifícios e nenhum documento que permaneceu daquela época, fala com exatidão do uso de óleos essenciais isolados.
            A história da aromaterapia pode ser resumida em quatro grandes épocas.
A primeira é aquela no curso da qual eram utilizadas as plantas aromáticas tais como elas são: na alimentação, inicialmente sob a forma de macerações e, em seguida, em infusões ou decantações.
            A segunda na qual as plantas aromáticas eram queimadas ou postas para infundir ou macerar em um óleo vegetal. Nesta época, surgiu a noção de atividade ligada à substância odorificante.
            Durante a terceira época, interveio a pesquisa de extração desta substância odorificante. É o nascimento do conceito de “óleo essencial” que resultou na criação e no desenvolvimento da destilação.
            Por fim, no período moderno, no qual o conhecimento dos componentes dos óleos essenciais é levado em conta para explicar as atividades físicas, químicas, bioquímicas e, recentemente, eletrônicas dos aromas vegetais.
           Aborígenes Australianos empregavam um chá composto pela folha da Melaleuca alternifolia(tea tree).rica em óleo essencial.
40.000 anos, as populações aborígines presentes nocontinente australiano tiveram que aprender a se adaptar às muito duras condições de vida do seu meio. Eles conseguiram isso de maneira extraordinária, em particular, desenvolvendo um excepcional conhecimento da flora indígena, Assim, eles utilizavam freqüentemente as folhas de Melaleuca alternifolia, cujo óleo essencial é de grande importância no “arsenal” aromaterapêutico moderno.
            Os três grandes berços geográficos da civilização aromática: os Hindus, a China e a Bacia do Mediterrâneo nos legaram conhecimentos e procedimentos cuja validade é ainda hoje atual.
            Um alambique feito em terra cozida descoberto no Paquistão parece remontar a 5.000 anos de nossa era.
O Continente Indiano é uma das regiões do mundo mais ricas em plantas aromáticas: elas estão, desde há muito tempo, em destaque no tratamento dos problemas de saúde. Há mais de 7.000 anos, as “águas aromáticas” eram ali conhecidas e utilizadas. Os perfumes eram largamente utilizados na medicina, osRishis recomendavam seu uso no decorrer dos sacrifícios religiosos, mas também para tratar o corpo e o espírito. A Índia é o país de origem do manjericão, onde ele era sagrado. Surgidos há 3.000 anos, o RigVeda e o Suçrutasamhitâ descrevem numerosas fórmulas de banhos e massagens onde eram utilizados. O cálamo, os capins do gênero Andropogon (capim limão, cidreira, citronela, vetiver, etc), o espicanardo, a canela, o cardamono, o coentro, o gengibre, a mirra em meio a mais de 700 substâncias aromáticas são citados. Estas eram utilizadas na função de suas ações psicológicas. As oficinas comportavam instalações para sua destilação. Eles eram provavelmente extratos alcoólicos (não óleos essenciais puros) e não eram empregados simplesmente como perfumes, mas possuíam usos, segundo o Rig Veda, tanto em cerimônias religiosas, quanto num sentido terapêutico.
            A medicina ayurvédica codificou o uso de numerosas plantas aromáticas como: Coriandrum sativum, Cinamomum verum, etc.
            Na Mesopotâmia, uma inscrição que remonta aproximadamente 4.000 anos faz menção da utilização de óleos nos quadros de ritos religiosos, mas igualmente na luta contra “epidemias”.
            Na Babilônia, uma forma primeira de aromaterapia consistia em fazer queimar cipreste e outras plantas aromáticas para lutar contra os espíritos malfeitores considerados como provocadores de doenças e, em particular, de miasmas.
Soldados de Terracota – China – 259-210 a.C
Na China, 3.500 anos antes de nossa era, ao longo do Rio Jovem, as madeiras aromáticas eram utilizadas como incenso.
             É provável que nesta mesma época, no mesmo lugar, foi descoberto o processo de extração de óleos essenciais a partir da infusão de plantas. Há 4.500 anos aproximadamente, Shen Nung redigiu o mais importante tratado de fitoterapia, no qual cita numerosas plantas aromáticas. Nesta mesma época, o Houang-Ti Nei-Jing Su-Wen fazia referências à utilização de preparações óleo-aromáticas para a massagem. O livro de medicina interna do antigo Imperador Amarelo da China, fala sobre o uso de remédios aromáticos como o opium e o gengibre, muitos destes empregados não só terapêuticamente, mas inclusive em cerimônias religiosas como o Li-ki e Tcheou-Li.
            Em torno da Bacia do Mediterrâneo, o uso de plantas aromáticas ocupava um lugar preponderante tanto na vida cotidiana quanto nos rituais. Não é sempre fácil, baseando-se sobre tradições das quais não dispomos, fazer corresponder com precisão os nomes citados com as plantas botanicamente definidas hoje.
Egípcios utilizavam óleos essenciais no processo de embalsamento das múmias.
No Egito, entre 3.000 e 2.000 antes de nossa era, época na qual um método rudimentar de destilação era utilizado, o uso das plantas aromáticas atingiu um desenvolvimento importante. Os médicos desta época as utilizavam para tratar as doenças, mas também na ocasião de práticas mágicas, religiosas e esotéricas. As plantas utilizadas, assim como os seus derivados, eram, em grande parte, de origem local, mas um certo número era regularmente importados da Etiópia e do Extremo-Oriente.
Os antigos egípcios isolaram vários perfumes e conheciam os óleos essenciais de terebintina e de mastique, sem dúvida o primeiro óleo essencial, obtido a partir da destilação a seco. Referências em manuscritos datados de 2.000 A.C. falam de “finos óleos, perfumes e os incensos de templos usados para a adoração de Deus”. Eles queimavam olíbano ao nascer do sol oferecendo ao Deus sol, Rá, e mirra que era oferecido à lua. Vasos de alabastro encontrados em antigas tumbas dos faraós continham óleos essenciais e datavam de mais de 6.000 atrás. Os egípcios empregaram gomas e óleos no processo de embalsamento de cadáveres, eram peritos na área de cosmetologia e reconhecidos por seus preparados de ervas.
Os vinhos aromáticos eram utilizados por suas virtudes anestésicas. No entanto, é na mumificação, constituída na impregnação completa dos tecidos do defunto com uma mistura de extratos aromáticos, e de maneira particular de óleos de cedro e de manjericão, que seu uso nos deixou traços mais precisos. Enfim, as fumigações aromáticas eram largamente utilizadas a partir da mistura de sessenta plantas: o Kyphi. Este era igualmente empregado como remédio e queimado nas habitações para desinfetá-las. Esta mistura fito-aromática continuará a ser amplamente utilizada na Grécia e em Roma.
            Aproximadamente 1.500 anos antes de Cristo, os escritos atribuídos a Imhotep indicam receitas que se assemelham a aromaterapia moderna;
O uso de substâncias aromáticas com finalidades ritualísticas é comum no Egito desde a antiguidade.
           Nesta época, no Egito, mesmo que os óleos essenciais não sejam assinalados nomeadamente, as plantas aromáticas já eram amplamente utilizadas. Estas últimas, como gomo-resinas aromáticas, eram transformadas por infusão em óleos vegetais, este que beirava as essências vegetais, base da preparação de ungüentos aromáticos.
            Os frutos de Juniperus communis e as cascas de Cinnamomum verum eram freqüentemente utilizadas nesta época, seja maceradas em óleos sob a forma de ungüentos ou de vinhos medicinais, seja, bem provavelmente, sob a forma de óleos essenciais.
Sabe-se que foram os Egípcios que criaram o termo “perfume”, do latin per fumum que se traduz como fumaça. Os homens egípcios utilizam fragrâncias tanto quanto as mulheres. Uma forma interessante que eles usavam para perfumarem-se a eles mesmos era colocar um cone sólido de perfume sobre suas cabeças. Este gradualmente derretia e o enchia de todo o cheiro.
            Por sua vez, os Hebreus empregavam os aromas sobretudo na ocasião de ofícios religiosos. Pode-se ler sobre este tema na Bíblia, na seguinte passagem: O Senhor falou para Moisés, dizendo: “Pega aromas de primeira qualidade: cinco quilos de mirra virgem, dois quilos e meio de cinamomo aromático, dois quilos e meio de cana aromática, cinco quilos de cássia, segundo o peso do santuário, e nove litro de azeite de oliva.” Farás disto um óleo para a unção sagrada, uma mistura de especiarias preparada segundo a arte da perfumaria.
            Mas eles conheciam também as virtudes medicinais e, freqüentemente untavam todo o corpo com misturas, tanto para tratar de doenças, como para elevar suas almas.
Os romanos e os gregos utilizavam plantas aromáticas em seus banhos.
           Quanto aos Gregos, eles fizeram um largo consumo de substâncias odoríficas naturais e diversas obras foram escritas para louvar suas propriedades e indicar as melhores regiões de produção.
No Livro XIII de sua História Natural, Plínio trata de árvores e vegetais produtoras de essências. Hipócrates, “o Pai da Medicina”, indica, nos aforismos que lhe são atribuídos, a utilidade de banhos aromáticos no quadro de tratamento de doenças da mulher. Em Atenas, ele lutou contra epidemias, e particularmente, contra a grande peste que desolava a vila, fazendo queimar lavanda, alecrim, hissopo, segurelha e certamente inúmeras outras plantas aromáticas.
Três séculos após Hipócrates, Asculépio, amigo íntimo de Cícero, estava sem dúvida, próximo ao conceito anglo-saxão atual de aromaterapia, pois ele utilizava a massagem aromática, ao qual ele associava a música, os banhos e os vinhos.
            Mais tarde, uma utilização mais sistemática de aromas se desenvolveu na Grécia, de maneira bem particular sob a forma de massagens.
            Teofrasto, autor do Tratado dos Odores, remarca o interesse terapêutico dos perfumes e observa os princípios fundamentais da ação dos óleos essenciais sobre os órgãos internos. Vai mesmo indicar os perfumes convenientes para cada parte do corpo da mulher…
Um perfumista grego, que tinha o nome de Megallus, criou um perfume chamado “megaleion”. O megaleion incluía mirra em uma base de óleo graxo e servia para uma série de finalidades: (1) para perfumar (2) para uso como anti-inflamatório da pele (3) para curar feridas.
Os romanos, grandes conhecedores dos perfumes, conheciam os óleos aromáticos e teriam tomado muito deste seu conhecimento dos gregos. Dioscorides Pedanius, antigo médico grego, no primeiro século durante o reinado de Nero, escreveu um trabalho sobre “matéria médica”, que foi reproduzido posteriormente pelos árabes. Ele havia pesquisado as origens da invenção da destilação depois que notou as possibilidades médicas das águas destiladas (hidrossóis). Este tratado permaneceu uma referência para toda medicina ocidental durante um milênio. Este autor conhecia o Kyphi por suas propriedades anti-espasmódicas e inúmeras ooutras virtudes. O Juniperus phoenicea, considerou como sendo um útil espermicida.
Muitos romanos não possuíam banheiras em suas casas. Eles iam a grandes casas de banho públicas. Estes lugares, além de servirem para eles se limparem, eram também centros sociais onde os romanos faziam amigos e conversavam. Nas saunas romanas (caldários), ervas aromáticas eram infusas na água para aromatização.
O primeiro dos documentos escritos sobre a história da destilação vai até os escritos de Geber, no século IX, onde descrevia a destilação a seco e a hidrodestilação.
Avicena (Ibn Sina) 980-1037 D.C.
Os Persas parecem ter sido os inventores da destilação propriamente dita. Durante as Cruzadas o conhecimento dos óleos aromáticos e perfumes difundiu-se para o leste e Arábia. Ibn Sina (chamado deAvicena) 980 D.C – 1037 D.C., produziu o primeiro óleo essencial puro retirado da Rosa centifolia. Ele fez um amplo uso dos óleos essenciais na terapêutica. Mais tarde, nomeado, “príncipe dos médicos”, este imenso prático publicou mais de cem obras médicas, incluindo o célebre Cânone de Medicina, que faz referência a inúmeros óleos essenciais.
Os Árabes permitiram uma considerável evolução da química e da técnica da destilação. Eles produziram numerosos perfumes, especialmente a Damas. Mesmo que o interesse terapêutico de óleos essenciais era pouco conhecido na época, pode-se atribuir a eles o título de “fundadores da aromaterapia”.
            Nenhuma outra nação esteve tão bem treinada em alquimia, medicina e terapias naturais do que os árabes. Os doutores árabes e alquimistas inventaram a “serpentina” com o objetivo de refrigerar os produtos destilados. A primeira descrição autêntica a respeito de óleos essenciais foi feita detalhadamente por Arnold Villanova de Bachuone no século XIII onde relacionava terebintina e alecrim com a sálvia. Porém, as ervas eram inicialmente maceradas em “l’eau de vie” ou fermentadas em água (devido à presença de álcool) e a separação dos óleos essenciais não era feita ao fim do processo, obtendo-se assim somente águas aromáticas destiladas. No mesmo século muitos óleos essenciais como amêndoas amargas, arruda, canela, sândalo e rosa foram destilados, muitos pela primeira vez. Em fins dos séculos XV Jerome Brunschwing, doutor em Strasbourg, menciona o espicanardo, terebintina, madeira de junípero e alecrim. A intenção das destilações era de se obter a Quinta Essência tão almejada pelos alquimistas.
Por volta do ano de 1200, o rei Felipe Augusto II reconheceu a profissão de perfumista, concedendo a licença para a abertura de locais específicos destinados à comercialização de suas criações.
No século XII, uma freira chamada Hildegard, cultivou e destilou o óleo da lavanda com intenção de utilizar suas propriedades medicinais. No século seguinte (XIII), a indústria farmacêutica nasceu. Este evento encorajou a destilação de um grande número de óleos essenciais.
Em 1563, Giovanni Battista Della Porta escreveu “Liber de distillatione”, com o objetivo de especificar claramente os óleos carreadores, os óleos essenciais e os métodos de separar os óleos essenciais das aromáticas águas destiladas.
Os médicos do século XIV utilizavam uma roupagem específica e um nariz longo contendo vinagre, ervas e óleos essenciais que lhes protegiam de contrair a peste negra através da inalação.
Durante o século XIV, a peste negra matou milhões de pessoas. Preparados de ervas foram utilizados extensivamente para tratar as pessoas doentes. É de crença que alguns perfumistas não contraíram a praga devido ao seu constante contato com aromas naturais.  Os médicos desta época, utilizavam uma roupagem específica e um nariz longo contendo vinagre, ervas e óleos essenciais que lhes protegiam de contrair a peste através da inalação.  Com o século XV, mais plantas foram destiladas para criar óleos, incluindo olíbano, junípero, rosa, sálvia e alecrim. O aumento de livros sobre ervas e suas propriedades também cresceu no final deste século. A Paracelso, um alquimista, médico e pensador, é creditada a criação do termo “essência” e seus estudos radicalmente mudaram a natureza da alquimia e ele enfocou a utilização de plantas como remédios.
O nome “aromaterii” dado aos boticários durante o século XV, dá uma idéia do lugar ocupado pelas plantas aromáticas e seus extratos na medicina da época.
Durante o século XVI, qualquer um podia comprar óleos num “boticário”, e muitos novos óleos essenciais foram então introduzidos comercialmente. Neste século e no seguinte, a perfumaria começou a ser considerada uma forma de arte.
No século XVII Nicholas Culpeper, um botânico inglês, herbalista, médico e astrólogo publicou os livros: “The English Physitian” (1652) e o “Complete Herbal” (1653), contendo um rico conhecimento sobre farmácia e herbalismo. Este famoso médico, dedicou grande parte de sua vida escalando as montanhas e florestas da Inglaterra, estudando e catalogando centenas de ervas medicinais. Culpeper condenava os métodos não naturais de tratamento de seus contemporâneos e utilizava ervas, óleos essenciais e outras alternativas naturais para tratar das pessoas. Ficou conhecido como o pai do herbalismo moderno e seus trabalhos tiveram uma enorme importância para a fitoterapia e aromaterapia atual.
No século XIX, a perfumaria gerou uma próspera indústria. Os perfumes eram guardados em vidros que eram verdadeiras obras de arte. Também neste século os principais constituintes de óleos essenciais foram isolados.
A capacidade dos óleos essenciais de neutralizar os germes é hoje indiscutível. Mas os trabalhos experimentais primordiais neste domínio foram empreendidos na França por Chamberland, em 1887. Em 1888, Codéac e Meunier publicaram os resultados de suas pesquisas neste tema (Anais do Instituto Pasteur), Numerosas verificações, in vitro, deram resultados concordantes.
Durante o século XX, o conhecimento de separar os constituintes de óleos essenciais foi utilizado para criar químicos sintéticos e remédios. Acreditava-se que pela separação dos principais constituintes e seu uso isolado ou obtendo-os de forma sintética, era mais econômico e mais eficaz terapêuticamente. Estas descobertas ajudaram na formação da “medicina atual” e das fragrâncias sintéticas. Isso, contudo enfraqueceu a utilização de óleos essenciais como remédios.
Em 1910 o Dr. Otto Wallach ganhou o prêmio Nobel em química pelo seu trabalho na análise e identificação dos componentes primários (terpenos) dos óleos essenciais das plantas aromáticas.
Maurice Renné Gattefossé é considerado o pai da Aromaterapia.
Gattefossé foi quem criou a palavra “aromaterapia” em 1928 com um artigo onde ele citava o uso de óleos essenciais na sua totalidade sem que fossem divididos em seus constituintes básicos. Em 1937, ele escreveu um livro chamado “Aromathérapie: Les Huiles essentielles hormones végétales”.
Gattefossé veio a ficar fascinado pelas possibilidades terapêuticas dos óleos essenciais a partir de uma experiência pessoal com o óleo de lavanda. Ao estar trabalhando, ele sofreu um acidente com uma forte queimadura em seus braços. Num ato sem pensar ele os mergulhou numa tina de lavanda, que pensava ser de água e percebeu imediatamente que a sensação de dor logo passou. Em poucos dias o machucado havia sarado e no lugar da queimadura não ficou nenhuma cicatriz. Isto o levou a se interessar em pesquisar as possibilidades terapêuticas dos óleos essenciais. Ele também descobriu que muitos óleos essenciais são mais efetivos em sua totalidade do que seus ingredientes ativos isolados ou sintetizados. No início de 1904 Cuthbert Hall já havia demonstrado que o poder anti-séptico do óleo de eucalipto globulus em sua forma natural era muito mais forte do que seu principal constituinte e princípio ativo isolado, o eucaliptol (= cineol).
Em 1949 foi criada a “The Fragrance Foundation” por seis líderes da indústria de perfumaria, Elizabeth Arden, Coty, Guerlain, Helena Rubenstein, Chanel e Parfums Weil. Foi criada com a intenção de desenvolver programas educacionais a respeito da importância e prazeres das fragrâncias para o público americano.
Outros aromaterapeutas importantes do século XX foram Jean Valnet, Marguerite Maury, and Robert B. Tisserand.
O Dr. Jean Valnet teve importãncia na estruturação da aromaterapia clínica na França.
Nos Anos sessenta, um movimento de renascimento da corrente francesa foi iniciado por Jean Valnet que se entusiasmou pelo extraordinário poder curativo dos óleos essenciais; o que, graças à publicação de sua obra, Aromathérapie, lançou a nova onda de interesse pelas “essências” no grande publico e para numerosos médicos que integraram em maior ou menor intensidade esta terapêutica ao seu “arsenal”. O Dr. Jean Valnet é lembrado pelo seu trabalho utilizando óleos essenciais para tratar soldados feridos durante a guerra. Ele serviu durante a Segunda Guerra Mundial e utilizou óleos essenciais quando seu estoque de antibióticos tinha sido todo utilizado. Ele se espantou ao ver que os óleos funcionavam tão bem quanto os antibióticos.
Este movimento presente em diversas escolas permitiu milhares de médicos se formarem na prática de uma nova técnica anti-infecciosa. Uma dinâmica médico-farmacêutica original, resultando da associação de farmacêuticos sempre desejosos de responder eficazmente às prescrições dos práticos e de certos laboratórios de biologia que praticavam os aromatogramas encorajados por centenas de milhares de pacientes desejosos de estarem no primeiro lugar para as aplicações deste movimento e das ramificações entendidas.
            Convêm ressaltar aqui a posição particular da França, ao menos sob o plano da prática da aromaterapia médica, e especialmente anti-infecciosa. Muito rapidamente, os farmacêuticos engajados não hesitaram em afixar a palavra “Aromaterapia” em suas vitrines, inscrição inconcebível dentro deste conceitos em países anglo-saxões, onde o termo “Aromatherapy” recobre toda uma outra realidade.
            Recorrendo a este procedimento após o excelente popularizador que foi Jean Valnet, as escolas de Jean Claude Lapraz e Christian Duraffourd por um lado, e de Paul Belaiche de outro, assim como outros agrupamentos espalhados pelo país, efetuaram os trabalhos de aprofundamento sobre as atividades e aplicações terapêuticas de extratos aromáticos.
Marguerite Maury foi a responsável pelo surgimento da aromaterapia holística e a técnica da massagem aromaterápica.
A australiana Marguerite Maury é lembrada como uma bioquímica que avidamente estudou, praticou e testou óleos essenciais primeiramente com finalidades cosméticas. Ela foi a pioneira em introduzir a visão holística dentro da aromaterapia, criando assim um método de aplicação dos óleos pela massagem e de acordo com as características temperamentais e de personalidade de seus clientes. Em 1961, lançou o livro “Le Capital Jeunesse”, traduzido em 1964 na Inglaterra por Danièle Ryman, tendo sido o gancho forte para a inserção da técnica neste país.
Robert B. Tisserand é um aromaterapeuta inglês que foi responsável por ter sido um dos primeiros indivíduos a ensinar a respeito de aromaterapia às nações de língua inglesa. Ele escreveu livros e artigos incluindo uma das publicações mais importantes na área que foi “The Art of Aromatherapy” (1977). Este foi o primeiro livro de aromaterapia publicado em inglês.
No Reino Unido a terapia com óleos essenciais foi introduzida através da profissão da terapia da beleza (estética e cosmetologia). O código de práticas das terapias de beleza na Inglaterra não permite a administração de nada oralmente e isto ficou registrado nos códigos das primeiras associações de Aromaterapia e as últimas têm feito o mesmo. Assim, a prática clínica com estudo aprofundado de química e utilização oral na França deixou lugar para uma forma mais simples de uso dos óleos através do uso de cremes, massagem e inalação. Este novo modelo fez a técnica se dividir em dois grandes sistemas, o que podemos denominar hoje de aromaterapia francesa (ou aromatologia – mais profunda) e a aromaterapia Inglesa (mais simples). Até o presente momento, o FDA ainda não aprova a utilização oral de óleos essenciais, contudo muitos óleos são empregados desta maneira na Europa e em alguns lugares de forma comum e popular. A ANVISA no Brasil, ainda não possui nenhuma legislação neste sentido. O ponto crítico desta diferença envolve duas questões: 1º – A falta em alguns países de cursos com uma base de conhecimentos mais aprofundados e embasados em estudos científicos (bioquímicos e terapêuticos) e 2º – A forte pressão da Indústria farmacêutica sobre governos para restrição da venda e prática de alternativas naturais não alopáticas, dado ao contínuo aumento da utilização de produtos e práticas holísticas que tem ocasionado perdas anuais de alguns bilhões de dólares para os grandes laboratórios.
Robert Tisserand foi responsável pelo lançamento do primeiro livro de aromaterapia inglês:
The art of Aromatherapy”
Desde a segunda metade dos anos 70, a utilização da aromaterapia tomou uma nova força na França, com os trabalhos do Dr. Pierre Franchomme primeiramente e em seguida seu discípulo Daniel Pénöel, que em colaboração com numerosos outros médicos, farmacêuticos, biólogos e pesquisadores, estudaram os óleos essenciais, perseguindo e suscitado trabalhos em aromaterapia.
Em 1982, uma parte da “The Fragrance Foundation” fundou o “Sense of Smell Institute”, uma organização sem fins lucrativos devotada a dar suporte à pesquisa científica e psicológica em universidades e hospitais ao redor do mundo relacionados a esclarecer os mistérios e importância do sentido do olfato e os efeitos benéficos das fragrâncias. Juntas, criaram a terminologia “Aromacologia” em 1989 em Nova York com a intenção de definir cientificamente a influência dos cheiros sobre as emoções e sentimentos.
Nos finais do século XX e no início do século XXI, houve um resurgimento da utilização de produtos mais naturais, incluindo óleos essenciais para benefícios cosméticos e aromáticos. A utilização de óleos essenciais nunca parou, mas a revolução científica diminuiu a popularidade e uso de óleos essenciais na vida diária das pessoas. Hoje, com a disponibilidade de maior número de informações na internet, artigos, livros publicados e cursos disponíveis, as pessoas tem novamente voltado-se ao uso dos óleos essenciais em suas vidas, seja como cosméticos, perfumes, finalidades religiosas ou remédios.
© Laszlo Aromaterapia Ltda
Texto do livro: Introdução à Aromatologia – Ed. Laszlo (em prelo)

Referências:

1. AGORA, The Aromatherapy Global Online Research Archives – http://www.nature-helps.com/agora/agora.html
2. Flégner, Fábián László – Aromaterapia para iniciantes – Ed. Laszlo, 2010
3. Flégner, Fábián László – Guia de óleos essenciais de todo o mundo – Ed. Laszlo, 2009
4. Franchomme, P, Penoel, D. 1996  L’aromatherapie exactement, Limoge: Roger Jollois.
5. Gattefossé, René-Maurice. Gattefossé’s Aromatherapy. Saffron Walden, UK: The C.W. Daniel Company Limited, 1993.
6. Lawless, Julia. The Illustrated Encyclopedia of Essential Oils. Rockport, MA: Element Books, Inc., 1995.
7. Manniche, Lise. Sacred Luxuries: Fragrance, Aromatherapy & Cosmetics in Ancient Egypt. Ithaca, NY: Cornell University Press, 1999.
8. Penny Price Academy:  www.penny-price.com
9. Price, Shirley. Shirley Price’s Aromatherapy Workbook. London, UK: Thorsons, 1993.
10. Tisserand, Robert B. The Art of Aromatherapy. Rochester, VT: Healing Arts Press, 1977.

Dicas & Orientações de Uso

Ao comprar nossos óleos essenciais você pode estar utilizando eles diluídos em outros produtos como cremes para enriquecer sua ação, porém é importante saber fazer adequadamente esta diluição para uma boa ação terapêutica.  Levamos em consideração abaixo que 1ml de óleo essencial equivale a 22 gotas.

Massagem, cremes, géis

* Diluição: 1% – Usada p/ óleos de aroma muito forte ou caros como jasmim, rosa, néroli. Comum a óleos de massagem, cremes faciais, argila terapêutica, leite hidratante e gel.
1 colher de sopa de óleo vegetal – cerca de 1-2 gotas de óleo essencial
50ml ou 50 gramas – 11 gotas ou 0.5ml de óleo essencial.
100ml ou 100 gramas – 22 gotas ou 1ml de óleo essencial.
250ml ou 250 gramas – 55 gotas ou 2.5ml de óleo essencial.
* Diluição: 2% – Usada p/ peles muito sensíveis e com tendência alérgica (tipo de bebês) e óleos caros e fortes. Comum a óleos de massagem, cremes faciais, argila terapêutica, leite hidratante e gel.
1 colher de sopa de óleo vegetal – cerca de 2-3 gotas de óleo essencial
50ml ou 50 gramas – 22 gotas ou 1ml de óleo essencial.
100ml ou 100 gramas – 44 gotas ou 2ml de óleo essencial.
250ml ou 250 gramas – 110 gotas ou 5ml de óleo essencial.
* Diluição: 3% – Usada comumente na massagem aromaterápica para melhor ação medicinal. Usado em óleos de massagem, gel e cremes.
1 colher de sopa de óleo vegetal – cerca de 5-6 gotas de óleo essencial.
50ml ou 50 gramas – 33 gotas de óleo essencial.
100ml ou 100 gramas – 66 gotas de óleo essencial.
250ml ou 250 gramas – 165 gotas de óleo essencial.
* Diluição: 5% – Usada em problemas agudos como dores e inflamações sérias. Óleos de massagem ou gel.
1 colher de sopa de óleo vegetal – cerca de 9-10 gotas de óleo essencial
50ml ou 50 gramas – 55 gotas ou 2.5ml de óleo essencial.
100ml ou 100 gramas – 110 gotas ou 5ml de óleo essencial.
250ml ou 250 gramas – 275 gotas ou 12.5ml de óleo essencial.
* Diluição: 10% – Usado em problemas crônicos, doenças degenerativas, infecções e inflamações graves. Não é uma diluição para massagem, é para ação local. Óleos quentes como a canela nesta diluição podem ocasionar queimaduras, assim devem ser evitados. Uso em óleos de massagem ou gel.
1 colher de sopa de óleo vegetal – cerca de 18 gotas de óleo essencial
50ml ou 50 gramas – 110 gotas ou 5ml de óleo essencial.
100ml ou 100 gramas – 220 gotas ou 10ml de óleo essencial.
250ml ou 250 gramas – 550 gotas ou 25ml de óleo essencial.
Formas de uso 

Inalação

 

            Geralmente é feita de duas formas: o que denominamos de inalação direta feita para tratamento de problemas específicos do aparelho respiratório, como asma, bronquite, sinusite, etc, e inalação indireta, para trabalhar o emocional pelo cheiro. No primeiro caso, empregamos 6-15 gotas em vaporizador de ambiente à quente, 1-6 gotas em inalador de máscara, ou 1-2 gotas em lenço. No segundo caso, para efeito psicológico, temos o emprego de 6-15 gotas em difusor ambiental (réchaud) de vela, lâmpada ou à frio.
            Também para efeito psicológico (emocional), existe a possibilidade de uso de um aromatizador pessoal, utilizado na forma de um pequeno acessório no pescoço que com o calor do corpo vai liberando o aroma. Geralmente se empregam de 1-3 gotas de aroma nele.

 

Banho e compressas

            Para banho, dilua de 6-8 gotas de óleo essencial em água com shampoo, álcool, leite tipo A, ou água com mel e coloque na água da banheira. Para peles muito ressecadas pode-se utilizar ainda óleo vegetais para diluição, como amêndoas, semente de uvas ou babaçu.
            Para compressas utilize 4-6 gotas de óleo essencial numa bacia com 50ml de água e vá molhando a compressa e aplicando no local.

Ingestão

Geralmente se faz o uso interno de óleos essenciais diluídos em mel, tahini ou em algum óleo carreador. Porém, advertimos que esta forma de uso é restrita somente a profissionais treinados e capacitados ao seu uso através de algum curso de aromatologia. Não recomendamos o uso interno de óleos essenciais por leigos, por poder ocasionar efeitos colaterais e intoxicações.