Batata-inglesa: cuidado com sua toxina; a solanina

Batata-inglesa: cuidado com sua toxina; a solanina

Batata-inglesa e solanina

Quando os europeus levaram a nicotina e a batata (solanum tuberosum) para seu continente, mal sabiam que através dessas plantas escondia-se uma forma de vingança dos povos indígenas (incas e maias) por terem sido subjugados e dizimados – ambas são nocivas ao organismo, tanto que o tabaco só era usado em práticas religiosas e a batata não era muito consumida pelos nativos sul-americanos – o vício de fumar mata milhares de pessoas ainda hoje e as batatas, cujo amido apodrece rapidamente no intestino, são as vilãs daquela salada que costuma fazer todos os convidados de festas e reuniões passarem mal; muitos pensam que os culpados são os ovos, mas, provavelmente, seja a solanina envenenando o organismo dos convivas.

A batata-inglesa (assim chamada porque foi apresentada primeiramente em Londres) nunca foi bem vista pelos macrobióticos:

A batata inglesa, o tomate, a berinjela e o pimentão são vegetais pertencentes à família das solanáceas, categoria que inclui plantas tóxicas como o tabaco e a beladona. Sabe-se que a solanina enfraquece o sangue, dilata o aparelho digestivo e provoca distúrbios no estômago e intestinos, levando inclusive ao surgimento de hemorróidas. Além disso, a batata contém ainda altos índices de potássio, o que compromete seu uso como alimento regular.

Por serem muito expansivas (yin), as solanáceas, quando consumidas por aqueles que ainda fazem uso de carnes (yang), podem trazer uma sensação momentânea de bem-estar. Com o tempo, porém, seus efeitos deletérios manifestar-se-ão inevitavelmente.

Fonte: Restaurante Metamorfose

Quando as batatas apresentam uma cor esverdeada e estão brotando em certos pontos, não comam (expostas à luz, começam a brotar e a esverdear)!  Incrivelmente, a maioria dos estabelecimentos que comercializam alimentos, oferecem as batatas ao consumidor nessa forma, geralmente, por um preço baixo e convidativo.
Alguns apregoam que basta cozinhar bastante as batatas quando estão assim, para que se possa comê-las:

Apesar dos cruzamentos, ainda hoje a batata pode ser tóxica: quando permanecem expostos à luz, os tubérculos tornam-se verdes e produzem a solanina, um alcaloide tóxico que funcionam como mecanismo de defesa para a planta.

Segundo o autor, o envenenamento por solanina causa desordens gastrointestinais e neurológicas. Os sintomas incluem náusea, diarreia, vômito, dores de estômago, queimação da boca, arritmia do coração, dor de cabeça e vertigem, entre outros. Doses acima de 2mg a 5 mg por quilo corporal são fatais. Mas tudo isso é evitado apenas pelo cozimento da batata em alta temperatura (acima de 170º), que destrói a solanina.

Fonte: Venenosas: Plantas que matam também curam
Gil Felippe

Mas na maioria dos sites relacionados com segurança alimentar em que pesquisei, o texto era sempre o mesmo: “A Solanina é um alcalóide naturalmente presente na batata, cujo teor aumenta quando as batatas ficam expostas à luz e adquirem uma cor esverdeada. Este tóxico não é destruído pela cozedura e pode ser letal.”

Aqui ela é considerada um dos 6 alimentos mais tóxicos que consumimos:

Recentes pesquisas mostram que a dose tóxica seria de 2 a 5 gramas de solanina por quilo corporal. A intoxicação pode causar alterações intestinas como diarréias, vômitos e dores abdominais. Alterações neurológicas também podem ocorrer como alucinações e dor de cabeça. Os sintomas só iniciam após 12 horas de sua ingestão. Pode causar a morte em casos elevados de consumo. Lembrando que a confirmação oficial para intoxicação seria no consumo das batatas ainda verdes, pois contém maior concentração de solanina.

Fonte: 6 alimentos tóxicos que consumimos

Observem que o feijão (a maioria das variedades) também faz parte desta lista, por isso deve ser muito cozido, deixado de molho por no mínimo 12 horas, desprezar a água do molho e da primeira fervura na panela e é uma das poucas sementes não recomendada para germinação (excetuam-se o moyashi e o azuki).

Não é necessário abandonar o consumo de batata-inglesa, mas procure substituí-la por inhame, cará, batata-doce, batata-baroa, aipim, mandioquinha…