Curry e cebola ajudam a prevenir câncer no cólon

Compostos químicos no curry e na cebola ajudam a prevenir câncer no cólon

Um pequeno estudo clínico realizado por pesquisadores do Johns Hopkins mostra que uma pílula combinando compostos químicos encontrados em tempero extraído do açafrão da Índia, uma especiaria usada em curry, e de cebolas reduzem tanto o tamanho quanto o número de lesões pré-cancerígenas no trato intestinal humano.

No estudo, cinco pacientes com uma forma de pólipos pré-cancerígenos no intestino conhecidos como polipose adenomatosa familiar (FAP) foram tratados com doses regulares de curcumina (o composto químico encontrado no açafrão da Índia) e quercetina, um antioxidante encontrado em cebolas, durante uma média de seis meses. O número médio de pólipos diminuiu cerca de 60%, e o tamanho médio reduziu em aproximadamente 50%.

Estudos observacionais anteriores em populações que consomem grandes quantidades de curry, assim como pesquisa laboratorial em roedores sugeriram que a curcumina -um pigmento amarelo relativamente inofensivo extraído do açafrão da Índia, a raiz em pó da curcuma longa e um dos principais ingredientes em curry asiático- pode ser efetiva na prevenção e/ou tratamento do câncer no intestino grosso. Em estudos anteriores, a curcumina foi ministrada a pacientes com câncer e foi demonstrado que é bem tolerado em doses altas.

Similarmente, a quercetina -um membro do grupo de substâncias antioxidantes derivadas de plantas polifenólicas conhecidas como flavanóides (encontrada numa variedade de alimentos incluindo cebolas, chá verde e vinho tinto)-mostrou inibir o crescimento de células do câncer de cólon em humanos e células do colo- retal em roedores.

Estudo mostra que combinação de curcumina e quercetina reduz bastante o tamanho e o número de pólipos cólon retal.

Um pequeno estudo clínico realizado por pesquisadores do Johns Hopkins mostra que uma pílula combinando compostos químicos encontrados em tempero extraído do açafrão da Índia, uma especiaria usada em curry, e de cebolas reduzem tanto o tamanho quanto o número de lesões pré-cancerígenas no trato intestinal humano.

No estudo, cinco pacientes com uma forma de pólipos pré-cancerígenos no intestino conhecidos como polipose adenomatosa familiar (FAP) foram tratados com doses regulares de curcumina (o composto químico encontrado no açafrão da Índia) e quercetina, um antioxidante encontrado em cebolas, durante uma média de seis meses. O numero médio de pólipos diminuiu 60,4%, e o tamanho médio reduziu 50.9%, de acordo com a equipe liderada por Francis M. Giardiello, M.D. da Division of Gastroenterology, The Johns Hopkins University School of Medicine, e Marcia Cruz-Correa, M.D., Ph.D., do Johns Hopkins e da University of Puerto Rico School of Medicine.

” Acreditamos que essa é a primeira prova do princípio que essas substâncias têm efeitos significantes em pacientes com FAP,” disse Giardiello.

Polipose adenomatosa familiar é uma doença que ocorre nas famílias e é caracterizada pelo desenvolvimento de centenas de adenomas colo-retais (pólipos) e eventualmente câncer de cólon. Recentemente, drogas anti-inflamatórias não esteróides (NSAIDS) têm sido usadas para tratar alguns pacientes com essa condição, mas esses componentes freqüentemente produzem efeitos colaterais significativos, incluindo ulcerações gastrointestinais e hemorragias, de acordo com Giardiello.

Estudos observacionais anteriores em populações que consomem grandes quantidades de curry, assim como pesquisa laboratorial em roedores sugeriram que a curcumina -um pigmento amarelo relativamente inofensivo extraído do açafrão da Índia, a raiz em pó da curcuma longa e um dos principais ingredientes em curry asiático-pode ser efetiva na prevenção e/ou tratamento do câncer no intestino grosso, de acordo com Cruz-Correa. Ela disse que a curcumina foi ministrada a pacientes com câncer, e estudos anteriores demonstraram que é bem tolerado em doses altas.

Similarmente, a quercetina -um membro do grupo de substâncias antioxidantes derivadas de plantas polifenólicas conhecidas como flavanóides (encontrada numa variedade de alimentos incluindo cebolas, chá verde e vinho tinto)-mostrou inibir o crescimento de células do câncer de cólon em humanos e células do colo- retal em roedores.

Apesar de essas substâncias terem sido ministradas juntas, devido aos níveis relativos de dose, é que Giardello acredita que a curcumina seja o agente chave.

Os participantes foram examinados usando um sigmoidoscópio flexível antes do tratamento ser iniciado e em intervalos de três meses (abrangendo de três a nove meses) durante o tratamento. Número e tamanho de pólipos foram examinados em cada consulta.

Cada paciente recebeu 480 miligramas de curcumina e 20 miligramas de quercetina por via oral três vezes ao dia, durante seis meses, e foram avisados para não tomarem NSAIDS durante o estudo. Três pacientes seguiram o tratamento como prescrito. Um paciente não seguiu o tratamento programado entre os meses três e seis e continuou a terapia até o nono mês. Um segundo paciente largou o estudo após o terceiro mês.

Uma diminuição no número de pólipos foi observada em quatro dos cinco pacientes em três meses e em quatro de quatro pacientes em seis meses.

” A quantidade de quercetina que administramos foi similar a que muitas pessoas consomem diariamente; contudo, a quantidade de curcumina é muitas vezes o que uma pessoa deve ingerir numa dieta típica, pois o açafrão da Índia contém apenas uma média de 3% a 5% de curcumina por peso,” disse Giardello. Por causa disso, ele alerta que consumindo simplesmente curry e cebola pode não ter o mesmo efeito do produzido no estudo.

No estudo, cinco pacientes foram selecionados da Cleveland Clinic na Weston Fla. Todos os pacientes tiveram primeiramente seus colons removidos cirurgicamente. Quatro dos cinco pacientes permaneceram com o reto, enquanto que o restante dos pacientes tiveram tanto o cólon quanto o reto removidos e parte do intestino delgado adaptado para servir como cólon e reto. Todos os pacientes tiveram cinco ou mais adenomas no trato do intestino inferior. Nenhum dos pacientes tomou NSAIDS por mais de uma semana durante os três meses do estudo.

Os efeitos colaterais foram mínimos. Um paciente relatou náusea leve e paladar azedo poucas horas depois de tomar a pílula, que passaram dentro de três dias, e um segundo paciente teve diarréia suave por cinco dias.

“Esse estudo mostrou pela primeira vez que o tratamento por curcumina foi eficaz para diminuir o número de pólipos em pacientes com FAP, similar ao que foi observado com o uso de agentes NSAID sintéticos, mas com efeitos colaterais mínimos. Alem disto, nós observamos que os adenomas descobertos no intestino delgado dos nossos pacientes também responderam à curcumina,” disse Cruz-Correa. Ela disse que um teste clínico aleatório será conduzido pela Johns Hopkins e pela University of Puerto Rico Comprehensive Cancer Center envolvendo maior número de pacientes. Nenhuma data foi marcada para esse teste.

Fonte: Clinical Gastroenterology and Hepatology, 01/08/2006