Ouro verde: Especiarias Brasileiras, um mundo a descobrir e Frutas Brasileiras

Especiarias Brasileiras, um mundo a descobrir

Fonte: https://doutorgourmet.com/

Le_livre_des_merveilles_de_Marco_Polo-harvesting pepperAs famosas especiarias, motivo das grandes viagens que resultaram nos descobrimentos do novo mundo e na expansão das fronteiras comerciais da Ásia e Oriente, podem ser novamente valorizadas ao avaliarmos algumas sementes das florestas brasileiras.

Pimenta de macaco
Com aspecto semelhante a pimenta do reino, baixo grau de ardência e perfume que não perdura por muito tempo. Deve ser triturada de forma semelhante a pimenta do reino e aplicado sobre os pratos minutos antes de comer.

Puxuri
Com aroma adocicado, lembra uma mescla de cravo e canela, possui ainda um fundo de frescor, que lembra ao longe o anis estrelado. Adequado para temperar carnes gordurosas

Cumari
Uma das mais famosas sementes da região amazônica, um forte aromatizador, pode substituir a baunilha em doces e bebidas. Rotineiramente é usada de forma semelhante às favas de baunilha, aromatizando leites no pré preparo de pudins.

Embiriba
Possui aromas e sabores complexos, mescla de doce e picante, usado no preparo de doces e em líquidos para mistura. Deve ser triturada e misturada aos alimentos, ou em saches para incrementar sabores residuais .

São as especiarias “verde-e-amarelas” que podem facilmente substituir as importadas: semente de cumaru (usada no lugar da baunilha), puxuri (no lugar da noz moscada), imbiriba (no lugar do anis), pimenta de macaco (com sabor entre o cravo e a canela) amburana (comumente usada para envelhecer destilados).

 

Especiarias brasileiras

Puxuri, amburana, cumaru (foto acima). Já ouviu falar? São sementes nativas do Brasil, à venda em lojas especializadas e mercados municipais, que trazem novos aromas a risotos, carnes, sobremesas.A pimenta de macaco, que lembra pimenta-do-reino, pode ser ralada ou moída e depois usada como sua “prima” para temperar carnes, molhos, risotos, massas, bruschetas.

A semente amazônica puxuri se parece com noz-moscada e é usada como ela: na finalização de molhos brancos, de tomate mais intensos (como bolonhesa) e carne de porco.

A perfumada semente de amburana cai naturalmente bem com receitas doces: pode ser infusionada em caldas de pudim ou ralada em pequenas quantidades e usada para “temperar” de torta de maçã à salada de fruta.

No entanto, fica o alerta: essas especiarias devem ser consumidas em pequenas quantidades e sem exagero no uso, já que não existem estudos sobre toxidade para todas elas.

 

As sementes da Amazônia, frutos do Cerrado, árvores, ervas e pimentas que se espalham de Norte a Sul são indispensáveis a pratos regionais típicos, ricos em sabor e em cultura. No Pará, por exemplo, um bom molho de peixe tem de ter a chicória-do-pará, erva que lembra o coentro tailandês. Já em algumas regiões de Minas Gerais, não se faz uma carne de panela bem feita sem o quitoco, planta aromática semelhante ao manjericão, mas de aparência e sabores mais rústicos. No Maranhão, o arroz-de-cuxá, receita com camarão, arroz e pimenta-de-cheiro, só é feito se tiver a vinagreira, uma folhinha ácida típica da região. O pequi, uma fruta do Cerrado, é usado para incrementar o arroz em Goiás.

A lista é enorme e é um contrasenso pensar que os brasileiros, quando muito, usam os temperos universais, como coentro, louro, cebolinha e cravo-da-índia. “A gastronomia nacional precisa ser descoberta pelos próprios brasileiros. O próprio pequi poderia ser uma espécie de baunilha, porque é um ingrediente muito perfumado, com aroma característico”, complementa.

A pesquisadora Rosa Nepomuceno, autora dos livros Brasil na rota das especiarias e Viagem ao mundo das especiarias, comenta que muitos condimentos nacionais que hoje não são valorizados já tiveram espaço inclusive em países da Europa. “O urucum e as canelas da Amazônia eram levados para Portugal e faziam sucesso por lá”, explica.

As pimentas-de-cheiro são as que têm maior variedade, espalhadas principalmente pelas regiões Norte e Centro Oeste e muito presentes na culinária regional. Há muitas espécies, em geral mais aromáticas e com menos sabor do que as pimentas da Amazônia. Dentre as amazônicas, a cumari do Pará, facilmente encontrada no Sul e Sudeste, tem pouco aroma, mas um sabor característico.

No topo da lista de mais usadas está, sem dúvida, a malagueta. “Fundamental em feijoadas e na fabricação de molhos, está presente nas mesas de todas as regiões do país”, explica Mara. A origem da pimentinha malagueta é controversa. Segundo o historiador e antropólogo Luiz da Câmara Cascudo, a planta existia no Brasil quando os portugueses chegaram e, com a colonização, só ficou mais popular.

A dedo-de-moça ganha pela versatilidade e é uma das favoritas no Sul e no Sudeste, podendo ser usada tanto como tempero, quanto à mesa para consumo in natura. “Ela aceita pratos salgados, doces e azedos. Combina muito bem com o chocolate”, comenta Andréa Follador, chef e cake designer da Culinária Delícias. Para o chef do restaurante tailandês Lagundri, a dedo-de-moça é a pimenta nacional que mais substitui variedades mexicanas ou asiáticas. “Seu sabor é perfeito para pratos orientais”, afirma.

Baru, Cumbaru ou Cumaru, o que é e quais seus benefícios

Os fantásticos benefícios do Baru, Cumbaru ou Cumaru e da castanha do baru para a saúde. O baru ou cumaru é uma árvore da família das leguminosas, subfamília papilionoídea.

Baru, Cumbaru ou Cumaru, o que é e quais seus benefícios

Os fantásticos benefícios do Baru, Cumbaru ou Cumaru e da castanha do baru para a saúde. O baru ou cumaru é uma árvore da família das leguminosas, subfamília papilionoídea. O baru é nativo da vegetação do cerrado brasileiro e das faixas de transição da Mata Atlântica.

Nomes populares: baru, barujo, bugueiro, cambaru, castanha-de-bugre, coco-feijão, cumari, cumaru, cumarurana, cumbaru, feijão-baru, feijão-coco, imburana-brava e pau-cumaru.

A árvore, de até 25 metros de altura com tronco podendo atingir 70 cm de diâmetro, possui copa densa e arredondada. Sua madeira é resistente.

O fruto (baru) é um legume lenhoso, castanho com uma única amêndoa comestível, que amadurece de setembro a outubro.

As sementes são uma iguaria cada vez mais apreciada e muito nutritiva, embora a dureza do fruto dificulte sua obtenção. Animais silvestres e o gado consomem a polpa aromática do fruto, assim como seres humanos, in natura ou como geléia.

O gosto da amêndoa do baru, parecido com o do amendoim, leva a população da região a atribuir-lhe propriedades afrodisíacas: diz-se que na época do baru, aumenta o número de mulheres que engravidam. O que já se sabe é que o baru tem um alto valor nutricional. A castanha tem em torno de 23% de proteína, valor maior do que a castanha-de-caju e a castanha-do-pará.

O preparo das amêndoas para consumo é simples. Depois de tiradas da polpa, é só torrar. Podem ser consumidas sozinhas ou usadas no preparo de pé-de-moleque, rapadura e paçoca.

O óleo extraído da amêndoa é de excelente qualidade, e costuma ser utilizado pela população local como anti-reumático. Apesar de todas as suas qualidades, o baru não é ainda comercializado em grande escala, sendo muito raro encontrá-lo nas feiras de cidades do Sudeste. É comum, contudo, em feiras-livres e lojas de produtos naturais de Goiás e do Distrito Federal.

As qualidades do baruzeiro vêm sendo pesquisadas desde o fim dos anos 1980 pela Embrapa e suas propriedades o tornam uma planta relevante. (Wikipédia e Lorenzi Harri)

Benefícios do Baru para a saúde
Repleta de compostos com alto poder antioxidante, a castanha (ou amêndoa) do baru se mostrou, em pesquisa realizada pela Universidade de Brasília (UnB), eficaz para prevenir doenças como cardiopatias, aterosclerose, câncer, diabetes, Alzheimer e até mesmo o envelhecimento precoce.

Os óleos da amêndoa do baru são tão ricos em ômega 3, 6 e 9 com ácidos graxos insaturados (81%) quanto os peixes, recomendados para quem quer uma dieta saudável. Além disso, a amêndoa é rica em vitamina E, que também tem função antioxidante e ajuda na imunidade do corpo, e compostos fenólicos (como ácidos gálicos, cafeicos e elágicos) que têm ações anti-inflamatórias e antivirais.

Da castanha do baru se extrai um óleo semelhante ao azeite de oliva, que contém ômega-6 e ômega-9. Essas substâncias são importantes na prevenção da hipertensão e na redução do colesterol total e LDL (colesterol ruim). Elas regularizam os níveis de glicose no sangue, reduzem a gordura abdominal e a incidência de câncer, além de ajudarem na cicatrização e na queda de cabelo. O ômega-9 ainda é um potente antioxidante, que reduz as lesões nas células causadas pelos radicais livres e inibe a agregação plaquetária e a formação de trombos.

Existem estudos em pacientes soropositivos que mostram que os ácidos gálico e elágico (encontrados no baru) podem inibir a ação do agente agressor do HIV quando ligado ao receptor CD4, interferindo nos sintomas e melhorando o quadro desses pacientes sob o ponto de vista imunológico.

O Baru é considerado um afrodisíaco natural
Nas comunidades de onde o baru é extraído, ele é conhecido como o “viagra do cerrado”, em virtude da sua natureza afrodisíaca. O zinco é considerado o mineral mais importante para a fertilidade feminina e masculina, e o baru contém uma quantidade grande desse mineral.

Assim como o amendoim, a castanha do baru é considerada um alimento afrodisíaco. Geralmente, esse título é dado a alimentos ricos em energia de boa qualidade.

Mas, o valor energético não é o único responsável por isso. Outro nutriente participa desse processo: o zinco. O mineral é considerado o mais importante para a fertilidade, tanto masculina quanto feminina. Devido à sua riqueza de nutrientes e por ser fonte de zinco, necessário à maturação do esperma e à fertilização dos óvulos, a castanha do baru tem sido considerada um afrodisíaco natural.

Principais propriedades do Baru
O baru é antioxidante.

O baru combate a anemia.

O baru é afrodisíaco natural.

O baru combate doenças do coração.

O baru é emagrecedor.

O baru reduz a gordura abdominal.

O baru reduz o nível de glicose no corpo.

O baru auxilia na prevenção de câncer, diabetes e Alzheimer.

O baru é indicado no tratamento de cabelos (óleo de Argan).

Quantidade recomendada de Baru
De acordo com especialistas é recomendado o consumo diário de 30 gramas de castanha do baru, o equivalente a meia xícara (chá).

Onde encontrar a castanha de baru
A castanha de baru pode ser encontrada em lojas de produtos naturais e sites especializados em produtos naturais.

Contra-indexações da castanha de baru
A nutricionista Vanderlí Marchiori, alerta que a castanha do baru nunca deve ser consumida crua, pois possui substâncias antinutricionais, como taninos e fitatos, que são elementos capazes de alterar a biodisponibilidade de nutrientes, como o cálcio, por exemplo.

O processo de torragem da castanha inativa essas substâncias, por isso, é importante salientar que só deve ser consumida torrada, para aproveitar todos seus benefícios e não causar nenhum transtorno à saúde. Quando a castanha do baru é ingerida crua, causa intoxicação e pode levar a lesões na pele.

Composição nutricional do Baru
Valores aproximados referentes á 100 gramas.

Calorias 502 kcal

Proteínas 23,9 g

Gorduras totais 38,2 g

Gorduras saturadas 7,18 g

Gorduras insaturadas 31,02 g

Fibras 13,4 g

Carboidratos 15,8 g

Cálcio 140 mg

Potássio 827 mg

Fósforo 358 mg

Magnésio 178 mg

Cobre 1,45 mg

Ferro 5,3 mg

Manganês 4,9 mg

Zinco 4,1 mg

É rica em proteínas, fibras, minerais, além dos ácidos graxos oleicos (ômega-9) e linoleicos (ômega-6).

Frutas Brasileiras

Muitas frutas que têm a cara do Brasil vieram de fora

Por Luís Joly
Revista Mundo Estranho – Maio 2007

Estima-se que existam pelo menos 312 frutas tipicamente brasileiras. E isso porque muitas frutas tidas como “a cara do Brasil”, como a banana e a laranja não são naturais de terras brasileiras.

“Mas, apesar do número impressionante, apenas seis frutas brasileiras são cultivadas comercialmente em grande escala”, diz o engenheiro agrônomo Harri Lorenzi, co-autor do livro Frutas Brasileiras Exóticas e Cultivadas.

A lista de frutas brasileiras não-comerciais conta com nomes que você provavelmente nunca ouviu falar, como banana-de-macaco, marôlo, araticum-cagão, taperebá, cariota-de-espinho, pau-alazão, marajá e fruta-de-ema, entre outras. Algumas dessas frutas exóticas são registradas fora do Brasil, o que não anula a originalidade verde-amarela mas deixa o país de fora de eventuais ganhos monetários relacionados ao comércio do fruta. Há ainda as frutas extintas, como o oití-da-Bahia, umas das favoritas do imperador Dom Pedro II, que hoje não existe mais.

Origem de algumas frutas

– Goiaba (Brasil)
– Maracujá (Brasil)
– Coco da Bahia (Brasil)
– Abacaxi (Brasil)
– Caju (Brasil)
– Cacau (Brasil)
– Banana (Sudeste Asiático)
– Maçã (Eurásia)
– Laranja (China)

Lista de frutas brasileiras:

Acanthosyris spinescens (sombra-de-touro)
Acca sellowiana (goiaba-serrana-coolidge), (goiaba-serrana-mammoth), (goiaba-serrana-triumph)
Acrocomia aculeata (macaúba)
Aiphanes aculeata (cariota-de-espinho)
Alibertia edulis (marmelada-de-cavalo)
Allagoptera arenaria (guriri)
Ambelania acida (pepino-do-mato)
Anacardium giganteum (cajuí)
Anacardium humile (caju-anão)
Anacardium microcarpum (cajuzinho)
Anacardium occidentale (caju “CCP 76″), (caju “CCP 06″), (caju “END 157″)
Ananas comosus (abacaxi-pérola), (abacaxi-smooth cayenne), (abacaxi-gomo-de-mel)
Annona cacans (araticum-cagão)
Annona coriacea (marôlo)
Annona crassiflora (marôlo)
Annona glabra (araticum-liso)
Annona montana (graviola-silvestre)
Annona salzmannii (araticum-verdadeiro)
Astrocaryum aculeatum (tucumã)
Astrocaryum murumuru (murmurú)
Astrocaryum vulgare (tucumã-do-pará)
Attalea dubia (indaiá)
Bactris ferruginea (mané-velho)
Bactris maraja (marajá)
Bactris setosa (tucum)
Bellucia grossularioides (goiaba-de-anta)
Bellucia imperialis (goiaba-de-anta-vermelha)
Bertholletia excelsa (castanha-do-pará)
Bombacopsis glabra (castanha-do-maranhão)
Bromelia antiacantha (gravatá)
Brosimum gaudichaudii (maminha-cadela)
Butia capitata (butiá-do-cerrado)
Butia eriospatha (butiá-da-serra)
Butia odorata (butiá-da-praia)
Butia purpurascens (butiá-jataí)
Butia yatai (yataí))
Byrsonima crassifolia (muricí-do-praia)
Byrsonima verbacifolia (murici-rasteiro)
Campomanesia adamantium (guabiroba-amarela), (guabiroba-verde) , (guabiroba-vermelha)
Campomanesia aurea (guabirobinha-do-campo)
Campomanesia guazumifolia (sete-capotes)
Campomanesia lineatifolia (guabiraba)
Campomanesia neriiflora (guabiroba-branca)
Campomanesia phaea (cambuci)
Campomanesia pubescens (guabiroba-peluda)
Campomanesia schlechtendaliana (guabiroba-rugosa)
Campomanesia sessiliflora (guabiroba-verde)
Campomanesia xanthocarpa (guabiroba)
Campomanesia xanthocarpa var. litoralis (guabiroba-da-praia)
Cariocar coriaceum (pequiá)
Caryocar brasiliensis (piqui)
Caryocar microcarpum (pequiarana)
Caryocar villosum (piquiá)
Casearia decandra (cambroé)
Casearia rupestris (pururuca)
Cassia leiandra (mari-mari)
Celtis iguanaea (jameri)
Cereus jamacaru (mandacaru)
Cheilochlinium cognatum (uarutama)
Chondodendron platyphyllum (jaboticaba-de-cipó)
Chrysobalanus icaco (ajurú-branco), (ajurú-preto), (ajurú-vermelho)
Cocos nucifera (côco-gigante), (côco-anão-pingo-de-ouro), (côco-baé ou híbrido)
Cordiera elliptica (marmelada-de-pinto)
Cordiera humilis (marmelada-rasteira)
Cordiera sessilis (marmelada-de-cachorro)
Couepia bracteosa (pajurá)
Couepia longipendula (castanha-de-galinha)
Couepia subcordata (umarirana)
Couma utilis (sorvinha)
Crataeva tapia (tapiá)
Dicella nucifera (castanha-de-cipó)
Diospyros brasiliensis (olho-de-boi)
Diospyros hispida (caqui-do-cerrado)
Diospyros inconstans (marmelinho)
Dipteryx alata (cumbaru)
Duguetia furfuracea (marolinho-do-cerrado)
Duguetia lanceolada (pindaíva)
Endopleura uchi (uxi)
Epiphyllum phyllanthus (falsa-saborosa)
Eugenia brasiliensis (gumixama-preta), (grumixama-amarela), (grumixama-vermelha)
Eugenia calycina (cerejinha)
Eugenia candolleana (murtinha)
Eugenia copacabanensis (cambuí-amarelo)
Eugenia dysenterica (cagaita)
Eugenia florida (guamirim)
Eugenia involucrata (cereja-do-rio-grande), (cereja-do-rio-grande-dulcíssima), (cereja-do-rio-grande-gigante)
Eugenia itaguahiensis (grumixama-mirim)
Eugenia klotzschiana (pêra-do-campo)
Eugenia leitonii (goiabão)
Eugenia luschnathiana (pitomba-da-bahia)
Eugenia lutescens (perinha)
Eugenia multicostata (pau-alazão)
Eugenia myrcianthes (pêssego-do-mato)
Eugenia neonitida (pitangatuba)
Eugenia patrisii (ubaia)
Eugenia pitanga (pitanga-do-cerrado)
Eugenia pyriformis (uvaia-piriforme), (uvaia-redonda), (uvaia-rugosa-doce)
Eugenia speciosa (laranjinha-do-mato)
Eugenia stipitata (araçá-boi)
Eugenia uniflora (pitanga-vermelha), (pitanga-alaranjada), (pitanga-preta)
Euterpe edulis (palmito-juçara)
Euterpe oleracea (assaí-do-pará))
Euterpe precatoria (assaí-do-amazonas)
Fuchsia regia (brinco-de-princesa)
Garcinia acuminata (bacuri-azedo)
Garcinia brasiliensis (bacupari-miúdo)
Garcinia gardneriana (bacupari)
Garcinia macrophylla (bacuripari)
Garcinia madruno (bacuri)
Gaylussacia angustifolia (camarinha-da-serra)
Gaylussacia brasiliensis (camarinha)
Genipa americana (genipapo)
Genipa infudibuliformis (jenipapo-liso)
Hancornia speciosa (mangaba-da-restinga)
Hancornia speciosa var. pubescens (mangaba)
Hymenaea courbaril (jatobá)
Hymenaea stigonocarpa (jatobá-do-cerrado)
Inga cinnamomea (ingá-chinelo)
Inga edulis (ingá-cipó)
Inga laurina (ingá-branco)
Inga marginata (ingá-feijão)
Inga sessilis (ingá-ferradura)
Inga vera (ingá-banana)
Inga vulpina (ingá-miúdo)
Jacaratia spinosa (jaracatiá)
Lecythis lanceolata (sapucaia-mirim)
Lecythis pisonis (sapucaia)
Licania salzmannii (oití-da-bahia)
Maclura tinctoria (taiuva)
Manilkara huberi (maçaranduba)
Manilkara salzmannii (maçaranduba-preta)
Manilkara subsericea (maçaranduba)
Mauritia flexuosa (buriti)
Maximiliana maripa (inajá)
Melancium campestre (melancia-do-campo)
Mouriri pusa (puçá)
Myrcianthes pungens (guabiju)
Myrciaria aureana (jaboticaba-branca)
Myrciaria cauliflora (jaboticaba-paulista), (jaboticaba-açu-paulista), (jaboticaba-ponhema), (jaboticaba-precoce), (jaboticaba-vermelha)
Myrciaria coronata (jaboticaba-coroada)
Myrciaria dubia (camu-camu)
Myrciaria floribunda (camboim)
Myrciaria glazioviana (cabeludinha)
Myrciaria grandifolia (jaboticaba-graúda)
Myrciaria jaboticaba (jaboticaba-sabarazinha), (jaboticaba-cascuda), (jaboticaba-pingo-de-mel), (jaboticaba-rajada), (jaboticaba-sabará)
Myrciaria oblongata (jaboticaba-azeda)
Myrciaria phitrantha (jaboticaba-costada)
Myrciaria tenella (camboim)
Myrciaria trunciflora (jaboticaba-de-cabinho)
Oenocarpus bacaba (bacaba)
Oenocarpus bataua (patauá)
Oenocarpus distichus (bacaba-de-leque)
Opuntia monacantha (urumbeba)
Opuntia paraguayensis (arumbeva)
Orbignya phalerata (babaçu)
Pachira aquatica (monguba)
Parinari obtusifolia (fruta-de-ema)
Passiflora alata (maracujá-doce)
Passiflora ambigua (maracujá-doce)
Passiflora amethystina (maracujá-de-cobra)
Passiflora caerulea (maracujá-vermelho)
Passiflora cincinnata (maracujá-mochila)
Passiflora coccinea (maracujá-poranga)
Passiflora edulis (maracujá-roxo),(maracujá-flavicarpa),(maracujá-AR1), (maracujá EC-Ram), (maracujá GA-2), (maracujá-IAC-Paulista), (maracujá Monte Alegre,IAC-273)
Passiflora eichleriana (maracujá-de-cobra)
Passiflora elegans (maracujá-de-estalo)
Passiflora foetida (maracujá-de-cheiro)
Passiflora galbana (maracujá-do-mato)
Passiflora giberti (maracujá-bravo)
Passiflora laurifolia (maracujá-peroba)
Passiflora loefgreenii (maracujá-de-alho)
Passiflora mucronata (maracujá-de-restinga)
Passiflora nitida (suspiro)
Passiflora picturata (maracujá-redondo)
Passiflora quadrangularis (maracujá-mamão)
Passiflora serrato-digitata (maracujá-pedra)
Passiflora setacea (maracujá-sururuca)
Passiflora tenuiphila (maracujá-de-cobra)
Passiflora vitifolia (maracujá-folha-de-uva)
Paulinia cupana (guaraná)
Peritassa campestris (bacupari-do-cerrado)
Physalis pubescens (camapu)
Pilosocereus arrabidae (pitaia-da-restinga)
Platonia insignis (bacuri-açu)
Plinia edulis (cambucá)
Plinia rivularis (guaburiti)
Poraqueiba sericea (umari)
Porcelia macrocarpa (banana-de-macaco)
Posoqueria latifolia (baga-de-macaco)
Pourouma cecropiifolia (mapati)
Pouteria bullata (bapeba)
Pouteria caimito (abiu-comprido), (abiu-redondo), (abiu-ticuna)
Pouteria gardneriana (aguaí-guaçu)
Pouteria gardnerii (sapotinha)
Pouteria grandiflora (bapeba-da-restinga)
Pouteria macrophylla (cutite)
Pouteria pachycalyx (bapeba)
Pouteria ramiflora (curriola)
Pouteria torta (guapeva)
Pouteria venosa (aboirana)
Pradosia brevipes (fruto-de-tatu)
Pradosia lactescens (marmixa)
Psidim guajava (goiaba-yonemura), (goiaba-amarela), (goiaba-cascuda), (goiaba-courtbel), (goiaba-h.açu), (goiaba-kumagai), (goiaba-Ogawa 2), (goiaba-paluma), (goiaba-rica), (goiaba-pedro-sato), (goiaba-supreme-red-ruby)
Psidim guajava var. minor (goiaba-miniatura)
Psidium acutangulum (araçá-pêra)
Psidium cattleianum (araçá-amarelo ou mirim), (araçá-vermelho), (araçá-Ya-ci)
Psidium cinereum (araçá-cinzento)
Psidium firmum (araçá-do-cerrado)
Psidium guineense (araçá-do-campo)
Psidium rufum (araçá-roxo)
Psidium salutare (araçá-rasteiro)
Quararibea cordata (sapota-do-solimões)
Rhamnidium elaeocarpus (saguaraji)
Rollinia emarginata (araticum-mirim)
Rollinia mucosa (biribá-comum), (biribá “Liso”), (biribá “Prolific”)
Rollinia salicifolia (cortiça-lisa)
Rollinia sericea (cortiça)
Rollinia sylvatica (cortiça)
Rubus erythrocladus (amora-verde)
Rubus rosifolius (amora-vermelha)
Rubus sellowii (amora-preto-vermelha)
Salacia elliptica (siputá)
Scheelea butyracea (jaci)
Scheelea phalerata (bacurí)
Sicana odorifera (cruá)
Sideroxylon obtusifolium (sapotiaba)
Solanum sessiliflorum (cubíu)
Spondias macrocarpa (cajá-redondo)
Spondias mombin (taperebá)
Spondias sp (umbu-cajá)
Spondias tuberosa (umbu)
Spondias venulosa (cajá-grande)
Sterculia apetala (mandovi)
Sterculia striata (chicá-do-cerrado)
Syagrus cearensis (catolé)
Syagrus coronata (licuri)
Syagrus flexuosa (acumã)
Syagrus macrocarpa (marirosa)
Syagrus oleracea (guariroba)
Syagrus romanzoffiana (jerivá)
Syagrus schyzophylla (aricuriroba)
Syagrus vagans (ariri)
Talisia esculenta (pitomba)
Theobroma bicolor (pataste)
Theobroma cacao (cacau)
Theobroma grandiflora (cupuaçu)
Theobroma speciosum (cacauí)
Theobroma subincanum (cupuí)
Tontellea micrantha (bacupari)
Vasconcella quercifolia (mamãozinho-do-mato)
Vitex cymosa (jaramantaia)
Vitex montevidensis (tarumã)
Vitex polygama (tarumã-do-cerrado)
Xymenia americana (limãozinho-da-praia)
Zizyphus joazeiro (joá)
Zizyphus mistol (mistol)